O bem-estar animal é um dos pilares de uma produção pecuária responsável. Na indústria de alimentos de origem animal, esse conceito envolve a adoção de práticas destinadas a preservar as condições físicas e comportamentais dos animais, reduzindo situações desnecessárias de medo, dor, estresse, sofrimento e lesões durante as diferentes etapas de manejo.
No contexto de um frigorífico, o cuidado começa antes da entrada do animal na linha de abate. Ele envolve embarque, transporte, desembarque, acomodação nos currais, disponibilidade de água, descanso, condução, contenção, insensibilização e sangria.
Na Natural Carnes, essas etapas estão formalmente contempladas no Programa de Autocontrole de Bem-Estar Animal — PAC 15, cujo objetivo é estabelecer e padronizar procedimentos para garantir o bem-estar e o abate humanitário dos animais, desde o transporte até a sangria, obedecendo às normas vigentes e contribuindo também para a qualidade do alimento.
O bem-estar animal possui uma dimensão que vai além do cumprimento de procedimentos operacionais. Ele está relacionado à ética, responsabilidade, qualidade, segurança operacional e confiança na cadeia produtiva.
Um manejo inadequado pode provocar medo, agitação, quedas, contusões e outros problemas. Por isso, reduzir fatores de estresse durante transporte, desembarque e condução é importante tanto para o animal quanto para as pessoas responsáveis pela operação.
Animais conduzidos de forma calma e instalações adequadamente preparadas também favorecem um fluxo operacional mais organizado e seguro.
O objetivo do programa associa expressamente o bem-estar e o abate humanitário à obtenção de alimento com qualidade, demonstrando que a empresa trata o tema como parte integrante de seu sistema produtivo.
O bem-estar animal tornou-se um tema central nas cadeias modernas de proteína animal. Internacionalmente, cresce a expectativa de que empresas, produtores, transportadores e frigoríficos demonstrem que os animais são manejados adequadamente ao longo da cadeia.
Nesse contexto global, alguns princípios são especialmente relevantes: manejo cuidadoso; redução de medo, dor e sofrimento evitáveis; transporte em condições adequadas; disponibilidade de água e condições apropriadas de descanso; instalações que reduzam riscos de quedas e ferimentos; profissionais treinados; insensibilização eficaz antes da sangria; monitoramento dos procedimentos; registros; correção imediata de desvios; e melhoria contínua.
Assim, o bem-estar animal deixou de ser visto apenas como uma etapa operacional. Ele passou a integrar uma visão mais ampla de produção responsável, sustentabilidade, governança da cadeia de alimentos e responsabilidade socioambiental.
Para a Natural Carnes, essa visão encontra correspondência prática em diversos elementos registrados em seu Programa de Autocontrole: treinamento, manejo calmo, condições dos veículos, água nos currais, descanso, critérios de insensibilização, monitoramento diário, medidas corretivas e registros auditáveis.
Na Natural Carnes, o Programa de Bem-Estar Animal estabelece responsabilidades específicas. O Responsável Técnico deve elaborar, treinar, implementar, monitorar e revisar o programa. O Controle de Qualidade acompanha o processo, enquanto a Diretoria deve criar as condições necessárias para o funcionamento do Programa de Autocontrole.
Portanto, o bem-estar animal não é apresentado documentalmente como responsabilidade isolada de um único operador. Existe uma cadeia de responsabilidades envolvendo operação, controle técnico, qualidade e gestão:
Cuidados já no embarque e transporte
Condução calma e redução do estresse
Avaliação das condições dos animais
Currais, água e período de descanso
Condução para o abate
Insensibilização
Manutenção do equipamento de atordoamento
Da insensibilização à sangria
Monitoramento diário
Não conformidades e ações corretivas
Registros auditáveis
Uma equipe específica de Bem-Estar Animal
Para a Natural Carnes, o bem-estar animal está inserido dentro de uma estrutura maior de controle de qualidade.
O Programa de Autocontrole estabelece responsabilidades para o Responsável Técnico, Controle de Qualidade e Diretoria; define procedimentos desde o transporte até a sangria; determina monitoramentos diários; estabelece medidas corretivas; prevê ações preventivas e mantém registros auditáveis.
Na estrutura organizacional, a empresa mantém ainda uma equipe específica relacionada ao RBEA, além das equipes de inspeção veterinária e qualidade.
Dessa maneira, respeito ao animal, responsabilidade operacional e qualidade do produto fazem parte de uma mesma cadeia.
O princípio é simples: um produto de qualidade deve começar com uma origem responsável.
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